Mundo
Guerra na Ucrânia
Kiev e Moscovo trocam prisioneiros depois de noite de intensos ataques mútuos
Kiev anunciou um dia de luto depois dos ataques russos desta madrugada, nos quais morreram pelo menos 24 pessoas, incluindo três crianças. Também na região de Moscovo, as autoridades russas registaram três vítimas mortais.
Depois dos ataques intensos das forças russas ao longo da noite contra a capital ucraniana, as equipas de resgate confirmaram a morte de 24 pessoas na região de Kiev.
“Os russos praticamente demoliram uma secção inteira do prédio com os seus mísseis. Vinte e quatro pessoas morreram neste ataque, incluindo três crianças”, escreveu nas redes sociais o presidente ucraniano. “No total, 48 pessoas ficaram feridas em Kiev em decorrência do ataque de ontem, incluindo duas crianças”.
O primeiro balanço apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kiev, numa altura em que prosseguiam as buscas por dezenas de desaparecidos nos escombros de um prédio que desabou.
"As equipas de resgate continuam a busca ininterrupta por pessoas nos escombros do edifício no distrito de Darnytskyi", anunciaram os serviços de resgate estatais na manhã desta sexta-feira.
Segundo o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, 18 apartamentos de um edifício residencial pré-fabricado de nove andares foram destruídos no ataque. Kiev decretou o dia de hoje com dia de luto, anunciou o autarca.
O ataque com mísseis e drones ocorreu 48 horas após o fim de um cessar-fogo de três dias em memória do fim da Segunda Guerra Mundial e foi um dos mais sangrentos a atingir Kiev recentemente.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, o ataque conduzido pela Rússia envolveu 56 mísseis e 675 drones, um dia depois de Moscovo ter lançado quase 800 drones contra a Ucrânia. As defesas aéreas ucranianas afirmaram ter abatido 41 mísseis, incluindo 12 balísticos, e 652 drones de vários tipos.
No entanto, ainda houve 15 mísseis e 23 drones que atingiram 24 locais.
Volodymyr Zelensky apelou ao reforço da pressão internacional sobre Moscovo.
"Deve haver uma resposta justa a todos estes ataques e a pressão sobre Moscovo deve ser tal que sintam as consequências do seu terrorismo", afirmou, defendendo igualmente a manutenção das sanções internacionais contra a Rússia e apelou para que "o mundo não permaneça em silêncio perante este terror".Ataque ucraniano causa três mortos e 12 feridos na Rússia
Também as forças ucranianas atacaram a Rússia esta madrugada com drones, matando três pessoas e deixando feridas outras 12, na cidade de Ryazan, a sudeste de Moscovo.
"Para nosso grande pesar, três pessoas foram mortas e 12 ficaram feridas, incluindo crianças", anunciou o governador local, Pavel Malkov, na plataforma de mensagens Telegram, especificando que dois edifícios residenciais foram atingidos.
O exército russo adiantou que abateu 355 drones ucranianos, principalmente sobre regiões fronteiriças entre a Ucrânia e Moscovo. Kiev e Moscovo trocam prisioneiros de guerra
Já esta sexta-feira, e apesar dos ataques mútuos, a Rússia e a Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra cada. O anúncio foi feito pelas forças armadas russas, uma semana após o presidente norte-americano ter avançado com a possibilidade de um novo acordo do género.
"A 15 de maio, 205 militares russos foram repatriados de territórios" controlados por Kiev, afirmou o exército russo em comunicado nas redes sociais.
A mesma fonte declarou que “em troca, foram entregues 205 prisioneiros de guerra das forças armadas ucranianas".
"Atualmente, os militares russos estão em território da República da Bielorrússia, onde estão a receber a assistência psicológica e médica necessária", lê-se, sendo que os Emirados Árabes Unidos "forneceram esforços de mediação humanitária".
Informação também confirmada pelo líder ucraniano nas redes sociais.
“205 ucranianos estão em casa. Hoje, soldados das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Fronteiras estão a regressar do cativeiro russo. Esta é a primeira etapa da troca de mil por mil”, publicou Zelensky.
De acordo com o presidente ucraniano, a “maioria deles estava em cativeiro russo desde 2022”.
“Os russos praticamente demoliram uma secção inteira do prédio com os seus mísseis. Vinte e quatro pessoas morreram neste ataque, incluindo três crianças”, escreveu nas redes sociais o presidente ucraniano. “No total, 48 pessoas ficaram feridas em Kiev em decorrência do ataque de ontem, incluindo duas crianças”.
O primeiro balanço apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo duas crianças, e dezenas de feridos em Kiev, numa altura em que prosseguiam as buscas por dezenas de desaparecidos nos escombros de um prédio que desabou.
"As equipas de resgate continuam a busca ininterrupta por pessoas nos escombros do edifício no distrito de Darnytskyi", anunciaram os serviços de resgate estatais na manhã desta sexta-feira.
Segundo o presidente da Câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, 18 apartamentos de um edifício residencial pré-fabricado de nove andares foram destruídos no ataque. Kiev decretou o dia de hoje com dia de luto, anunciou o autarca.
O ataque com mísseis e drones ocorreu 48 horas após o fim de um cessar-fogo de três dias em memória do fim da Segunda Guerra Mundial e foi um dos mais sangrentos a atingir Kiev recentemente.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, o ataque conduzido pela Rússia envolveu 56 mísseis e 675 drones, um dia depois de Moscovo ter lançado quase 800 drones contra a Ucrânia. As defesas aéreas ucranianas afirmaram ter abatido 41 mísseis, incluindo 12 balísticos, e 652 drones de vários tipos.
No entanto, ainda houve 15 mísseis e 23 drones que atingiram 24 locais.
Volodymyr Zelensky apelou ao reforço da pressão internacional sobre Moscovo.
"Deve haver uma resposta justa a todos estes ataques e a pressão sobre Moscovo deve ser tal que sintam as consequências do seu terrorismo", afirmou, defendendo igualmente a manutenção das sanções internacionais contra a Rússia e apelou para que "o mundo não permaneça em silêncio perante este terror".Ataque ucraniano causa três mortos e 12 feridos na Rússia
Também as forças ucranianas atacaram a Rússia esta madrugada com drones, matando três pessoas e deixando feridas outras 12, na cidade de Ryazan, a sudeste de Moscovo.
"Para nosso grande pesar, três pessoas foram mortas e 12 ficaram feridas, incluindo crianças", anunciou o governador local, Pavel Malkov, na plataforma de mensagens Telegram, especificando que dois edifícios residenciais foram atingidos.
O exército russo adiantou que abateu 355 drones ucranianos, principalmente sobre regiões fronteiriças entre a Ucrânia e Moscovo. Kiev e Moscovo trocam prisioneiros de guerra
Já esta sexta-feira, e apesar dos ataques mútuos, a Rússia e a Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra cada. O anúncio foi feito pelas forças armadas russas, uma semana após o presidente norte-americano ter avançado com a possibilidade de um novo acordo do género.
"A 15 de maio, 205 militares russos foram repatriados de territórios" controlados por Kiev, afirmou o exército russo em comunicado nas redes sociais.
A mesma fonte declarou que “em troca, foram entregues 205 prisioneiros de guerra das forças armadas ucranianas".
"Atualmente, os militares russos estão em território da República da Bielorrússia, onde estão a receber a assistência psicológica e médica necessária", lê-se, sendo que os Emirados Árabes Unidos "forneceram esforços de mediação humanitária".
Informação também confirmada pelo líder ucraniano nas redes sociais.
“205 ucranianos estão em casa. Hoje, soldados das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Fronteiras estão a regressar do cativeiro russo. Esta é a primeira etapa da troca de mil por mil”, publicou Zelensky.
De acordo com o presidente ucraniano, a “maioria deles estava em cativeiro russo desde 2022”.
A anterior troca de prisioneiros entre as partes tinha envolvido 193 pessoas de cada lado, em 24 de abril.
C/agências